"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão." Goethe

AMOR DOS PEQUENOS


Talvez se o meu sentir fosse mais sábio
e soubesse o momento exato de calar
os momentos que te dedico, seriam perfeitos.

E as minhas atitudes mais pensadas
com as chances de perdas e ganhos planejadas
será que enfim, conquistar-te-ia?

Se eu não risse tanto assim, feito uma louca
de coisas que para os outros – são tão poucas –
e não pintasse a vida com poesia...

Talvez se eu não sentisse tanto
enxergando onde ninguém mais vê
e caminhasse menos detalhes
para junto ao relógio correr.

Se eu tivesse talvez mais idade
e menos coisas para aprender
se um dia assim, tão sábia eu fosse
o meu sentimento permaneceria o mesmo
igual ao de hoje:

_Azedo e agridoce,
 pouco maduro e muito infantil
algo primaveril, desobedecendo as estações
hora amando muito, cheia de razões
e noutras, completamente perdida.

Tendo uma vida para te pertencer
sem nenhuma pressa de envelhecer
amando urgente e para sempre 
assim como os mais pequeninos,
verdadeiramente.

Permitirias me?

**Lumansanaris
Imagem: Google
 
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